O Comando do 4º Distrito Naval da Marinha do Brasil divulgou, na tarde de ontem, a apreensão do barco pesqueiro Virgem de Iziartzu, de bandeira hondurenha, nas proximidades do município de Salinópolis, no nordeste paraense. A embarcação foi apreendida por apresentar documentação irregular e seus tripulantes não estarem habilitados para o desempenho de suas funções. Ainda segundo a Marinha, o barco também apresentava avaria em seu motor.
Segundo o capitão tenente Diego Baroni Albernaz, no último dia 20 a Capitania dos Portos da Amazônia Oriental (CPAOR) recebeu uma denúncia da empresa Rio Pará Navegação Ltda., indicando que o Virgem de Iziartzu teria sido despachado irregularmente com destino a alto-mar. Imediatamente, fora encaminhado um navio da Marinha para se certificar da informação. "Uma senhora ligou e nos informou sobre a embarcação. Eles estavam ancorados a cinco milhas de Salinópolis. Um navio da Marinha abordou o suposto barco no sábado, 21, e as duas embarcações aportaram ontem em Belém, por volta das 13 horas", contou o tenente.
Após realizar a averiguação da denúncia, a Marinha julgou necessária a apreensão do barco pesqueiro e o posterior reboque da embarcação para a base naval de Val-de-Cães, na Arthur Bernardes. "A embarcação não apresentava os documentos necessários cobrados pela Capitania dos Portos para a realização de pesca no litoral brasileiro", explicou o tenente.
Ainda de acordo com o tenente, o barco tinha cinco tripulantes de várias nacionalidades. "O comandante é da Venezuela, também tinha dois colombianos e dois brasileiros". Um dos compartimentos do Virgem de Iziartzu não foi revistado pela Marinha. "A princípio não há sinais de contrabando, porém, o comandante afirma não ter a chave de um compartimento que não foi visto, mas isso é muito estranho porque o comandante de um navio sempre tem que ter a chave de todos os compartimentos da embarcação", frisou o tenente.
Ontem, agentes da Polícia Federal fizeram uma inspeção nos compartimentos da embarcação e uma verificação da autenticidade dos documentos de identificação apresentados pelos tripulantes. Os brasileiros que estavam a bordo da embarcação foram liberados após apresentar seus documentos, já os dois colombianos apresentaram problemas com seus passaportes e permanecerão detidos até a regularização de seus passes. O comandante também foi liberado. O barco ficará detido.
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